Categoria: Multidialogue | Multidiálogo
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Manhã, janelas, aparecer do céu.
Extensão de espaço por onde a cidade, Extensão das coisas guardadas na cidade. Vão diagonal por onde os prédios, Por onde o céu cinza-azulado da cidade, O céu róseo do entardecer na cidade: O tempo que a cidade aberta inventa – A sucessão de seus tempos, Os prédios em fileiras dispostos, Seus viadutos, seus desertos…
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Esse trem aí é a cidade, sô!
nesse trem tem as gentes, que não vemos, tem as cores, que não aparecem, tem qualquer coisa de energia, qualquer coisa de velocidade. “Oô…” esse trem toca as ruas, cruza os espaços, leva os corpos, diminui os caminhos. esse trem da cidade é imenso, alcança os céus rubros de vergonha, se estende em kilômetros e…
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A cidade e os frutos.
Habitam a cidade. São carne e dor, Estão vivos, são macios, São corpos, são dóceis, Mas perecíveis. A cidade é o lugar onde habitam. O circo onde enjaulados, conduzem o espetáculo. A cena onde, exaustos, representam alguma Obscura peça. E não há diretor que os guie; Não há roteiro que os oriente; E não há…
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esporte urbano: entre concretos
Como fazer esporte em grandes cidades? Entre muros, entre canos, entre túneis subterrâneos que correm ao contrário, pelos arranha-céus ou na arte.
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Cores urbano-humanas
Vazias as avenidas, uma ambiência de tensão coletiva que ela observa calmamente pela janela do circular. A cidade convulsa é um coral de Timão, ê ô. A cidade-televisão, cidade-ídolo de sabão. O quadrado catapulta todos para dentro de si, não há olhos para as pessoas que não são televisonadas (como ela que a tudo observa).…
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olh(d)entro for(veJ)a
Não tem nome. Tem um par de olhos. Tem, mas não possui. Convive, compartilha. Usa-os como que por reflexo: treinados para o acaso, eles se confessam. O homem colorido carrega dois globos de água – lentes ligeiras contra a minha 1/8. Se protege em uma timidez calculada contra instrusos equipados na hora de almoço. Intrometidas, minhas…
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sobre as colinas (invisíveis) da cidade
Eu penso em uma máquina de abraçar e choro. artistas em diálogo: Gabriela Canale (São Paulo), Ísis Fernandes (Berlim)
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os sons são | Klänge sind
Ouça a imagem. Veja os tons. artistas em diálogo: Gabriela Canale (São Paulo), Ísis Fernandes (Berlim)