Categoria: Multidialogue | Multidiálogo
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Inspiration | Jonh Cage
“I love sounds just as they are. And I have no need for them to be anything more than what they are.” “Eu amo os sons exatamente como são. E eu não desejo que eles sejam qualquer coisa além do que são.” Jonh Cage Jonh Cage, músico. Um ser aberto para vida, alguém de olhos…
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literatura contemporânea | contemporary literature
A cidade não é uma máquina. A cidade é um diálogo. O silêncio é o trânsito. Jenny Holzer, Jonh Cage, as escadas rolantes e os catadores de latinha. A cidade está em toda parte. Vivemos, todos, em habitat coletivo, antinatural. Nela, a vida está agindo. A cidade entrelaça graphias. Somos leitores-escritores-editores de literatura contemporânea. cidades…
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Nas cidades, espaços para as multidões
podemos ficar juntos lado a lado entre suores e olhares podemos ficar separados cada um no seu canto entre vazios e olhares a cidade que une é a mesma que isola Para multidões cansadas, cadeiras numa tarde de domingo! Artistas em diálogo: foto 1 de Gabriela Canale (São Paulo), texto entre fotos de Marcos Losnak (Londrina),…
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conexões
os olhos não foram feitos para a noite mesmo enquanto ela não existe ou depois que o breu deixa de ser óbvio a intimidade condensada num céu seco um lugar improvável para o pés onde os caracóis não elevam seus sonhos algo como arrancar os passos da calçada enquanto as aves pousam no chumbo algo…
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nenhum um pio sob o céu da cidade
Nas cidades sempre paira qualquer coisa no ar. Nuvens flutuam silentes de tudo, da vida, da morte, mesmo que cortadas pelas torres de qualquer crença, furadas pela certeza absurda do homem de que há mais além, qualquer coisa que os proteja e os receba no depois. No chão os pássaros não piam mais! Há ainda…
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artistas em diálogo: fotos 1 e 2 de Ygor Raduy (londrina), fotos 3 e 4 de Gabriela Canale (São Paulo), foto 5 Ísis Fernandes (Göttingen)
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as cidades e suas estranhas danças
As cidades e suas estranhas danças são movimentos, seus desvios, sua velocidade, sua lentidão. Nas cidades há mulheres feito peões no salão, uma luz de lua, parece que rodopia, casas embriagadas nos córregos balançam no fim da tarde – bailarinas. Há um ritmo e uma disritmia, há um batuque da cidade: incita o salto (da…
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Caminho dos sonâmbulos
Entre duas estações essas gentes se movem, (eu me movo?), nós imóveis: entre o sono e a vígilia, entre o ir e o chegar sabeselá. Que o lá nos acolha, pensamos que ele nos receba, queremos que nos rebele, intuimos. Esses nossos corpos fatigados vão (praonde?). O cansaço entre os vagões corta a pele, saboreia a angústia de…