Autor: Gabriela Canale
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Nas cidades, espaços para as multidões
podemos ficar juntos lado a lado entre suores e olhares podemos ficar separados cada um no seu canto entre vazios e olhares a cidade que une é a mesma que isola Para multidões cansadas, cadeiras numa tarde de domingo! Artistas em diálogo: foto 1 de Gabriela Canale (São Paulo), texto entre fotos de Marcos Losnak (Londrina),…
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conexões
os olhos não foram feitos para a noite mesmo enquanto ela não existe ou depois que o breu deixa de ser óbvio a intimidade condensada num céu seco um lugar improvável para o pés onde os caracóis não elevam seus sonhos algo como arrancar os passos da calçada enquanto as aves pousam no chumbo algo…
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artistas em diálogo: fotos 1 e 2 de Ygor Raduy (londrina), fotos 3 e 4 de Gabriela Canale (São Paulo), foto 5 Ísis Fernandes (Göttingen)
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as cidades e suas estranhas danças
As cidades e suas estranhas danças são movimentos, seus desvios, sua velocidade, sua lentidão. Nas cidades há mulheres feito peões no salão, uma luz de lua, parece que rodopia, casas embriagadas nos córregos balançam no fim da tarde – bailarinas. Há um ritmo e uma disritmia, há um batuque da cidade: incita o salto (da…
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A cidade e os frutos.
Habitam a cidade. São carne e dor, Estão vivos, são macios, São corpos, são dóceis, Mas perecíveis. A cidade é o lugar onde habitam. O circo onde enjaulados, conduzem o espetáculo. A cena onde, exaustos, representam alguma Obscura peça. E não há diretor que os guie; Não há roteiro que os oriente; E não há…
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sobre as colinas (invisíveis) da cidade
Eu penso em uma máquina de abraçar e choro. artistas em diálogo: Gabriela Canale (São Paulo), Ísis Fernandes (Berlim)
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os sons são | Klänge sind
Ouça a imagem. Veja os tons. artistas em diálogo: Gabriela Canale (São Paulo), Ísis Fernandes (Berlim)
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Enquanto num outro lado do mundo, num quadrado, senta um homem apaziguado, absorto em suas reflexões, num outro lado há um rosto que súbito te vê, numa multidão de mil capacetes que guardam cabeças que aparentemente não vão refletir quando tiverem que bater com os braços e cacetetes. O 1. de Maio calmo parece tão…