Categoria: Londrina
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THE CITY: STRANGE DANCES.
Seu repertório de danças, voa pra cá, voa pra lá, a cidade exibe seus lustres de dança, ou na planura do asfalto ou nos becos, a cidade ruge – e em suas passarelas uma dança híbrida, um esboço – como um dragão cheio de danças, ela, a bailarina branca, ele-ela, sobre as passarelas da tarde,…
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LEITURAS URBANAS – URBAN READINGS – STÄDTISCHE LESUNGEN
Nos lugares onde se lê, nos degraus das fachadas ou dentro dos quartos. Os cantos que a cidade abre onde se pode sentar e folhear com calma um livro já muito folheado. O gesto familiar ao acender um cigarro – quando o prazer da nicotina e o da leitura se confundem num único. Os pequenos…
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Jan(elas)
Janelas refletem outras janelas Espelham pessoas em suas janelas Gatos ponderam pular de janelas (a vida urbana è triste, mas è real, devem pensar) Toalhas e tapetes penduram-se em janelas Escadas escalam janelas Jan(elas) revelam Gabri(elas) Cities in dialogue: photos 1, 2 and 3: Berlin (Ísis Fernandes); photo 4: Londrina (Ygor Raduy); photo 5 and…
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QUEM É ESSA MULHER? – WHO IS THIS WOMAN?
Cities in dialogue: photo 1: Londrina (Ygor Raduy); photos 2 and 3: Ciudad de México (Juan Espíndola Mata); photo 3: São Paulo (Gabriela Canale); photo 4: Berlin (Ísis Fernandes); photo 5: Bauru (Luciana Franzolin/a page of the book “O Poder do Mito” by Joseph Campbell and Bill Moyers)
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Momentaufname (A passagem do Domingo)
O domingo passa. Devagar e ao seu tempo, passa. Como um rio, pela cidade passa. O barco, levado pelo vento, pelo rio, passa. As pessoas banhando-se às margens do rio, como os barcos, passam. Pela vida e pelas águas, as pessoas passam. As águas do rio tornam-se nuvens e em forma de chuva, por outras…
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as cidades e suas gentes surreais
“-Machst du ein Bild von mir? – Ja klar!” O sotaque albanes-russo estalou no céu da boca com essa pergunta. Na madrugada as pessoas são mais soltas, mais livres, a cidade depois das três e meia da manhã é surreal, não há corpos, não há gentes: há partes que se auto-completam em reflexos. Cities in…
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NA CIDADE, MORTE, ALEGRIA.
Cidade, mesas de formato angular, tabelas-mestras, libretos onde se arrisca a vida, fugas ao redor do globo – estendo a minha mão a ti, escapadas ao sul da cidade-majestade. Cidade, os abismos de angústia. Forração, amor, vou a ti, esquema fluorescente de luzes, vou a ti, audaz. Oh majestade tóxica do asfalto, oh calçadas por…
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O Trânsito, Seus Templos, Seu Sagrado Coração.
A cidade é um templo fincado sobre o chão. Sob o chão da cidade ergue-se a obra humana e divina. Na cidade, as vias são sacras, a calçada onde os pedestres correm, o asfalto da Avenida Faria Lima em São Paulo é sagrado. Na praça da Sé, ergue-se o grande aracnídeo. Em Londrina, a festa…
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NÓS
Nós, que nos deliciamos com a caça. A caça parada no tempo, como uma estátua a revelar-se, fragilizada por ser alvo. A caça refletida em nosso olhar: ela que nos revela, ela que está em nós, ela que está aprisionada na íris, no glóbulo ocular oculto e atento. Isso que caçamos, que atacamos, são corpos-retratos…