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           No cenário da literatura atual, a norte-americana tem um lugar de destaque, no entanto, ainda não é de todo bem vista por uma série de fatores, entre eles o preconceito. Mas por que “preconceito”, essa palavra que encerra, em si só, um pesado fardo? E preconceito quanto ao quê? Muito simples: por conta da ideia disseminada de que a literatura norte-americana tornou-se excessivamente comercial, num país que se tornou mais conhecido por exportar incontáveis Best-Sellers do que por apresentar ao mundo literário grandes nomes da literatura, que produziram verdadeiras obras-primas da literatura mundial.

            Comparada às escolas literárias da Europa, principalmente à Inglesa, Francesa, Alemã e Italiana os Estados Unidos são um país muito recente e que só teve sua verdadeira identidade criada a partir do século XIX, quando foi citada, pela primeira vez, com o termo “literatura americana”, muito mais num sentido depreciativo do que num respeitoso, uma vez que se procurava, com tal termo, depreciar e diferenciar essa nova literatura da “literatura inglesa”. E foi justamente por conta de tal depreciação, que surgiu o primeiro desafio dessa nova de literatura: se criar, se definir, escapar dos padrões europeus e construir sua própria identidade, a fim de se fazer, no verdadeiro sentido da palavra, Americana, não mais apenas uma extensão da literatura inglesa.

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Gato da Paulista | Indianópolis | Francis Aguiar

Waters of March | Atibaia | Jaime Scatena

Waters of March | Atibaia | Jaime Scatena

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shostakovich piano trios | Curitiba | ygor raduy

Shostakovich: Piano Trio n. 1

Expectador de fanfarra, ele era.
Hoje, sente que tudo isso está ridículo, e não foi só pelo tempo que passou.
Ele é capaz de argumentar e defender que hoje tudo isso está ridículo.
O estranho é que tamborila as três melodias da fanfarra simples. Coisa grudada nos dedos das duas mãos.
Para sua sorte, no entanto, nunca aprendeu a marcha.
O som nos corpos, fanfarrices | Indianópolis | Francis Aguiar
poet-for-hire-UK | London | R.Cambusano
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 Cavalo selvagem.
A palavra é cavalo selvagem. Dispara a trote livre por paragens imprevisíveis. Depois emperra, então deita, prostrado. Súbito relincho, olha ao redor e toma novo rumo. A maioria se assusta, foge. Os arrogantes querem adestrá-lo, às vezes, adestram. Alguns poucos ousam montá-lo sem rédeas. Deixam-se conduzir por eles. Sacolejam, quase caem, equilibram-se sem as mãos. Esses são os artistas da palavra. Não são exímios cavaleiros. Eles simplesmente montam, e seguem, para onde quer que o cavalo vá.
Inter loucos são | Indianópolis | Francis Aguiar
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enviado por Jaime Scatena e postado por Ygor Raduy