os olhos não foram feitos para a noite
mesmo enquanto ela não existe
ou depois que o breu deixa de ser óbvio
a intimidade condensada num céu seco
um lugar improvável para o pés
onde os caracóis não elevam seus sonhos
algo como arrancar os passos da calçada
enquanto as aves pousam no chumbo
algo como arrastar a alma até os pássaros
enquanto eles ainda não saldaram suas penas
ninguém é capaz de olhar para cima
quando não há a possibilidade de vazio
artistas em diálogo: fotos 1 e 3 de Gabriela Canale (São Paulo), foto 2 de Ísis Fernandes (Göttingen) e texto de Marcos Losnak (Londrina).



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