Categoria: Ísis Fernandes
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Upside/Down
Cities in dialogue: photos 1 and 2: Berlin (Ísis Fernandes); photo 3: Bauru (Luciana Franzolin).
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Momentaufname (A passagem do Domingo)
O domingo passa. Devagar e ao seu tempo, passa. Como um rio, pela cidade passa. O barco, levado pelo vento, pelo rio, passa. As pessoas banhando-se às margens do rio, como os barcos, passam. Pela vida e pelas águas, as pessoas passam. As águas do rio tornam-se nuvens e em forma de chuva, por outras…
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Vitória Régia e outras Rainhas
Suspensa ao centro, há na cidade uma vitória régia flutuante de concreto. Ela é a rainha admirada por um único pagão, um que se senta ao seu redor, mas nada lhe pede. Assim em silêncio, essa ilha descansa, como descansam desejos às santas, às madonnas, às pobres figuras “aisladas” de canteiros em barrios. – Quizá…
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Aus dem intimen Leben der Stadt – Da vida íntima da cidade
Extract from the city’s intimate life, esta línea, una pierna, um salto na intimidade das casas hinter den Gardinen! *** Há um corpo alimentado com sangue. Há veias que distribuem sangue pelo corpo. Há um ruído fino do sangue percorrendo as veias. Outro do sangue banhando as paredes de carne assim como a espuma do…
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MIXED-BLOOD-FOOD-ORANGES
Cities in dialogue: video: Ygor Raduy (Londrina); São Paulo (Gabriela Canale); Berlin (Isis Fernandes).
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Casas (verdes) Olhos
Nas cidades há casas, onde não moram gentes. Elas são suspensas. Se prendem ao chão quase que brotando dele. As casas de ninguém são ilhas, pousam nelas passarinhos, passageiros que vão e vêm, a tarde que passa, o sol que inunda e os olhares. Parecida com essas quase-casas há outra (mais acima do tronco), a…
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as cidades e suas gentes surreais
“-Machst du ein Bild von mir? – Ja klar!” O sotaque albanes-russo estalou no céu da boca com essa pergunta. Na madrugada as pessoas são mais soltas, mais livres, a cidade depois das três e meia da manhã é surreal, não há corpos, não há gentes: há partes que se auto-completam em reflexos. Cities in…