UM CONVITE sobre o feminino na cidade

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Queridos artistas. Com bastante alegria quero transformar o diálogo de hoje em um convite. Selecionando os trabalhos do Multi para uma exposição percebi que havia uma conexão muito forte entre as imagens sobre o feminino. Elas mostram jovens e a terceira idade, trânsito e contemplação, trabalho e descansando, presença e representação em um caleidoscópio multicultural. Como disse, a  seleção de imagens deve se tornar uma exposição. Mas antes TODOS nós podemos criar novas obras sobre este tema para que nós possamos construir uma exposição nossa, de todos os artistas multigráphicos. Vejam a primeira imagem que é o mosaico das imagens já selecionadas. Observem estas figuras, os cenários, as ações. Reflitam e se inspirem! ———————————————————————————————————— Agora postem suas figuras femininas e vamos criar nossa exposição incluindo na seleção as novas imagens criadas. [por favor, guardar versões em alta das imagens. Infelizmente ainda não teremos suporte para vídeo] mulheres (na cidade)/ minhas pesquisas pessoais compartilhadas trechos/ fragmentos/ reflexões Simone de Beauvoir/ citações: Ninguém é mais arrogante em relação às mulheres, mais agressivo ou desdenhoso do que o homem que duvida de sua virilidade. Assim é que muitos homens afirmam quase com boa-fé que as mulheres são iguais aos homens e nada têm a reivindicar, e, ao mesmo tempo, que as mulheres nunca poderão ser iguais aos homens e que suas reivindicações são vãs.

Mesmo o homem mais simpático à mulher nunca lhe conhece bem a situação concreta. Por isso não há como acreditar nos homens quando se esforçam por defender privilégios cujo alcance não medem.

Mas é sem dúvida impossível tratar qualquer problema humano sem preconceito: a própria maneira de pôr as questões, as perspectivas adotadas pressupõe uma hierarquia de interesses: toda qualidade envolve valores. [BEAUVOIR, Simone. O Segundo Sexo – a experiência vivida.]

trabalho sonoro sobre mulheres+violência

EU COMO UM CANTO Eu como um canto Minha alma como um canto Para declamar essas marcas do corpo Para declamar essas marcas da alma Vivo nesse conflito interno Ouvindo vozes que me oferecem conforto Ouvindo e vendo manchas roxas Eu como uma marca Minha alma como uma marca Para declarar os cantos do corpo Para denunciar os cantos do corpo Minha mente lesada Cheia de lembranças, cheia de esquecimentos Tornar-se mulher Tornar-se vítima Marcas            marcas            marcas Eu como um sopro, uma voz Eu como porta voz, como silêncio Pesquiso cartas / [som de folhas de papel] Eu como a voz que denuncia A violência doméstica é latente [falar sussurrando] A defesa da mulher é latente O impedimento da violência é latente A surpresa do povo é latente A morte da alma é latente Não sentir mais é derrota

Photo 1, 2 e 3: Natal (Jean Sartief); photo 5 e 6: porto alegre (viviane gueller); Photo 7, 8 and 9: Anápolis-Go (Rei de Souza); Textos de Pesquisa/ Simone Beauvoir e Trabalho: São Paulo: (Patrícia Francisco); Photo 10: São Paulo (Patrícia Francisco); photo 11: porto alegre (viviane gueller); photo 12-14: Palhoça (Alberto Andrade); drawings: Curitiba (Ygor Raduy); Photo 15-16: Poços de Caldas (Tiago Spina); Photo 17-20: Praga (Ísis Fernandes); photo 21: Porto Alegre (Joelson Bugila); photo 22-23: São Paulo (Gabriela Canale); photo 24 e 25: porto alegre (viviane gueller)

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