Nos lugares onde se lê, nos degraus das fachadas ou dentro dos quartos. Os cantos que a cidade abre onde se pode sentar e folhear com calma um livro já muito folheado. O gesto familiar ao acender um cigarro – quando o prazer da nicotina e o da leitura se confundem num único. Os pequenos nichos que a cidade cria onde se pode esquecer que o arredor existe e rumar em direção a outras cidades: as invisíveis ou as inventadas. Uma pessoa senta-se no recinto construído na cidade – um cubículo estruturado sobre e sob outros cubículos – e a ela é permitido alçar-se, ganhar envergadura, rodopiar em charcos, mergulhar no estofo das eras, mesclar-se à substância do mundo.
Cities in dialogue: photo 1: São Paulo (Gabriela Canale); photo 2: London (Luciana Franzolin); video and text 1: Londrina (Ygor Raduy).


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