Na postagem de ontem, deparamo-nos com a questão, aparentemente simples, que diz: “o que é arte?” A única a dar uma resposta satisfatória foi Juju, na imagem de Alex Villegas: “Artes é tudo aquilo que me empressiona”. Nós todos só fizemos rodeios, alusões.  Juju não – ela foi direto ao ponto. E a resposta dela nos dá uma boa pista para investigar a questão. Partindo do que ela escreveu, é possível tomar o caráter “artístico” não como uma qualidade imanente ao objeto, mas como subordinado à perspectiva de quem vê. De forma que uma pessoa pode dizer: “Matisse, pra mim, não é arte”. E não há como contestar a sentença, já que a arte depende, se aceitarmos a teoria de Juju, não de um juízo objetivo e válido universalmente, mas de uma capacidade de “empressão” subjetiva.

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Creio que, se indagada a respeito do que é anti-arte, Juju diria: “Anti-artes é tudo aquilo que não me empressiona”.

Anti-arte, antes de mais nada, é uma (des)ética.

Por que, si lo hay, soy contra.

Anti-arte urbana | Roma | Jaime ScatenaCities in dialogue: 

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