Onde as folhas realizam o corte: ali respira,
em argamassa e cal, ali realiza a cidade seu
amargo gesto: de árvore em quadrados,
contínua, avizinhada de tudo, ali ostenta a cidade
a formosa cúpula de coisas.
Pois a cidade é cúpula de coisas em processo,
reunidas em gesto e pedrarias – a cidade é
esquema, variante, passagem, óvulo de andares –
a cidade é indústria.
Onde a indústria da cidade produziu ramagens,
ali também produziu altura de edifícios:
qual lugar, qual círculo de sol e rodopio,
inventa a cidade a nova ultrapassagem, novos eixos.
O novo eixo é feito de retas, grades, matagais.
Sendo pois que a cidade não recusa nada e tudo
aproveita, seja seiva, seja brasa, seja sangue
ou fotografia na qual se divisa a folhagem
e o segundo plano de sol e um grande edifício.
Cities in dialogue: photo and text 1: Curitiba (Ygor Raduy); Photo 2: Milan (Jaime Scatena); photo 3: Rui Barbosa/RN (Jean Sartief); Photos 3 an 4: S. J. do Rio Preto (Tiago Spina); photos 5 & 6: porto alegre (viviane gueller); video 1: São Paulo (Tania Campos); photo 7-8: São Paulo (Gabriela Canale); Video 2: São Paulo (Patrícia Francisco);









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