Há um espera infinita na cidade. Há uma espera bruta em cada canto. Há algo que pulsa em direção a outro algo – e nenhum deles sabe direito por que pulsa. Ninguém sabe – já que a própria vida é estado de espera, mesmo na alegria, estar vivo de alguma forma é estar em suspenso. Nada se sabe do que será capaz o dia seguinte. E mesmo o próximo instante é inviolável. Além disso, a carne que nos recobre é tão frágil – espera-se vagamente que talvez na morte, com a extinção da carne, algo seja revelado.
Cities in dialogue: photo 1 Berlin (Isis Fernandes); Photo 2: London (Luciana Franzolin); photo 3: Sao Paulo (Gabriela Canale).



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