Um cão silente é uma fita cassete irrebobinável.
Não há nota para a cadela idosa,
é um espaço de silêncio,
uma pausa.
Ainda ontem foi o uivo,
notas como a cidade nos consome,
nos mastiga?
E a música entre os espaços,
entre os concretos,
é um choro? Uma lástima? Uma perda?
Não há mais fitas cassetes para se rebobinar
(não há banda!)
e a cadela idosa vaga perdida em algum beco sem saída.
Artistas em diálogo/ Cidades em diálogo: foto 1 e 2 e texto de Ísis Fernandes (Berlin); foto 3 de e texto Gabriela Canale (São Paulo).



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