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É como uma indústria, produtora das palavras-vivas, a cidade decapitada fala em estranho idioma, leiamos o bizarro idioma da cidade em seus muros, seus cadernos de concreto armado. Die Stadt spricht eine unheimliche Sprache, ihre Schatten, ihre Aushänge sind gewaltätig. Como uma indústria, a cidade produz seu vórtice de palavra, seu truncado dicionário. Leiamos seus anúncios, decifremos seus códigos, editemos seus partidos textos. Dieses seltsame Wörterbuch, das die Stadt erstellt, wir sind dessen Leser – wir sind auch ein Wort. Pois nos textos que a cidade espalha, lá estamos também nós, em palavra transformados, em texto registrados, a cidade imprime em nós seus aforismos de pó, seus abusados versículos.
Artistas em diálogo: foto 1, texto e trilha sonora de Ygor Raduy (Londrina); foto 2 Gabriela Canale (São Paulo); foto 3 e vídeo Ísis Fernandes (Berlin).



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