Enquanto na tarde paulistana, muitas sirenes arrancam das gentes a calma à berros e com presença policial,
a noite berlinense silente dos pecados diurnos, do trânsito e do cansaço dos corpos,
é mansa, fresca e vazia.
Ela é tão vazia que janelas amareladas se curvam aos edifícios.
A lua, quase anônima, se esconde cheia de tudo entre prédios e postes de luzes,
que ofuscam sua soberania, enquanto as gentes guardadas dentro de prédios não habitam as ruas.
artistas e cidades em diálogo: vídeo de Gabriela Canale (São Paulo) e fotos e texto de Ísis Fernandes (Berlim).


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